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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cartão - pequenos valores

Semana passada, estava na fila de mercado atacadista, na minha frente estava um comerciante dono de uma pequena lanchonete na periferia. Ele estava com o carrinho lotado de salgadinhos que ia revender. Ele olhou pra mim e falou:
- Isto aqui vai que nem enterro de pobre, vai rapidinho!
Enquanto a gente esperava, conversamos. Achei que ele ia vender cada pacote a uns R$3, mas ele falou que não, muito caro. Ia vender a R$1,00, e muita gente ainda reclama que era preço muito alto! Então, a margem de lucro bruta dele estava na casa de R$0,20 ou R$0,30 por pacote.

Ele até me contou que vende água de coco na loja. E que tem cliente que quer pagar no cartão, coisa de R$3,00. Qual a dificuldade neste caso? Além do valor ser baixo, a rentabilidade não é muito alta. Ao passar o cartão, o comerciante tem de pagar taxa para o cartão, coisa de 5%. E, para evitar problemas com o fisco, tem de pagar imposto, mais uns 8%, se for optante do Simples.

Imagino inclusive que o coco que ele compra vem sem nota fiscal. Então, como ele vai conseguir vender com nota fiscal, e ainda pagar taxas para os cartões de crédito e débito?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Telefone

Notei que muita gente tem usado o número do telefone da loja como referência para abrir crédito.
Descobri isso porque quase todo dia liga empresa de cobrança atrás de pessoas das quais eu nunca ouvi falar.

Será que isso é comum? O telefone da loja é praticamente público, sai no cupom fiscal e também no comprovante dos cartões de débito e crédito. Azar do banco que abriu crédito sem conferir os telefones de contato informados pelo cliente.

Um ou dois anos atrás. tinha problema com antigos funcionários, que saíram da loja e deixaram um rastro enorme de dívidas nas lojas aqui do centro da minha cidade. Hoje, felizmente, as pessoas que trabalham aqui não me dão trabalho quanto a este tipo de problema. Mas demorou até a gente conseguir montar esta equipe.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Internet banking é um perigo

Você ainda usa a internet para acessar seu banco e pagar contas? E usa cartão sem chip?
Então você não imagina o tamanho do risco que está correndo. Ontem, 24/nov/2011, a PF desmontou parte de uma quadrilha que conseguia invadir contas correntes e desviou recursos de pelo menos R$20 milhões.
Foram cumpridos 21 mandados de prisão, de um total de 38. Foram apreendidos um Porsche, um jet-ski e eletrônicos.

Esses bandidos conseguiam os dados de conta corrente, e através de boletos "frios" retiravam o dinheiro dos clientes (se quiser mais detalhes, procure no Google por Projeto Tentáculos da PF). Este projeto tentáculos é apenas da CEF, atualmente. Imagine quanto tem envolvido em relação aos outros bancos.

Aqui em São Paulo os jornais não cansam de falar dos caixas eletrônicos que são explodidos. Mas não ouvi nada sobre este caso. Curioso, porque os montantes envolvidos nos roubos eletrònicos são claramente maiores que os roubos aos caixas eletrônicos.

Uma vez perguntei ao meu banco qual banco era a maior vítima dos crimes virtuais. Não souberam dizer, na verdade os bancos não dizem claramente qual é este tamanho do problema, pois julgam que o sigilo ajuda a preservar a segurança: quanto mais gente souber dos roubos, mais gente fica tentada a fazer os roubos. Quando eu era gerente em uma empresa varejista, eu também não informava o valor roubado, nem deixava sair na mídia. Imagina, se os bandidos descobrem que um assalto a uma grande loja pode render mais de R$100.000 em dinheiro?

Pagando compras com cheques

Esta semana apareceu um único cliente desejando fazer compras com cheques.

Ao tentar a consulta, deu restrição na Associação Comercial de São Paulo. Engraçado que a titular do cheque era uma mulher, que deixou duas folhas de cheque assinadas para a cunhada utilizar.

Nunca vamos saber se foi uma tentativa de golpe, ou se a cunhada realmente não sabia da restrição de crédito.

A cliente disse que voltaria outro dia, vamos ver. Apesar de que ela disse que teria de pegar o cartão emprestado do sogro!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pagamento em cheque

Ainda existem muitos clientes que tentam utilizar cheques nas suas compras. Porquê? Porque os bancos às vezes concedem limites baixos de crédito, ou negam crédito às pessoas. Enquanto as pessoas continuam negativadas nas empresas de proteção a crédito como SPC, Serasa, CCF (ou sei lá onde mais), elas não conseguirão voltar ao mercado. Ou seja, mesmo que você tenha uma dívida de poucos R$, enquanto não liquidar este débito, não tem como voltar a comprar.

Outras pessoas utilizam o cheque como forma de se controlar. Pois como a maioria do comércio recusa o cheque, estas pessoas acabam comprando menos do que gostariam.

Ou pessoas que vivem de algum tipo de informalidade, ou mesmo pequenos empresários, que teriam dificuldade de comprovar uma renda que lhes permitisse um limite de crédito razoável.

Eu mesmo recusei um cartão de crédito outro dia. O Banco Itaú me ofereceu um limite de crédito muito alto, quase indecente para as minhas necessidades. Mas tinha uma anuidade de R$300, com aquele monte de serviços que eu não ia utilizar, como concierge e seguro de viagem (se eu viajasse de avião toda semana, sim, poderia ser interessante, mas não é o caso).

Agora vamos testar o serviço do Telecheque. A gente vai consultar o cliente, se o Telecheque aprovar, vendemos, inclusive parcelado em até 6 cheques, e sem entrada.

Como funciona? O Telecheque conta com um cadastro de clientes, e efetua consulta em diversos sistemas de proteção ao crédito. Com base nas informações libera o crédito ao cliente. Cria-se um mecanismo muito justo e simples de crédito ao consumidor, de maneira rápida e simples.

sábado, 5 de novembro de 2011

Só pagamento em dinheiro

Eu vi uma vez uma lanchonete onde tinha um cartaz: "Cigarro, pagamento só em dinheiro".
Aí, prestando atenção, notei que algumas lojas de artigos para bebê usam a mesma política para vendas de fraldas descartáveis. Mas porquê a discriminação?

Vejo três motivos:
- margem de lucro muito baixa para estes produtos;
- tarifas de cartão de crédito para lojistas pesam no preço final do produto
- sonegação de impostos por parte do lojista

O motivo mais forte, com certeza, é este último. E a maioria dos consumidores nem se importa com isso, pois o preço final é o que se leva em conta.